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Meu Câmpus tem: Meninas na Ciência

Projeto do Câmpus São Miguel Paulista incentiva meninas a seguirem carreira científica 

  • Publicado: Segunda, 13 de Setembro de 2021, 18h00
  • Última atualização em Sexta, 17 de Setembro de 2021, 12h11

Desenvolvido desde 2019 no câmpus São Miguel Paulista, o projeto Meninas na Ciência desenvolve ações no sentido de empoderar meninas aproximando-as da ciência, construindo e abrindo espaços femininos no ambiente escolar, levantando questões de cunho científico e incentivando o seu desenvolvimento pleno na ciência e o pertencimento a esses espaços.  

No total, o projeto conta com a participação de 14 estudantes. Cinco delas são alunas do Câmpus São Miguel Paulista, dos cursos técnicos integrados de Produção de Áudio e Vídeo (Ester Laíssa Lopes do Amparo) e Informática para Internet (Hosana Rosa Moratte, Julia Isabelly Silva, Júlia Pinheiro Tavares e Melissa Mangueira Ribeiro). As demais integrantes são graduandas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP): Aline de Carvalho Santos, Fernanda Alves de Araújo, Iris da Silva Santos, Natasha Kaori Yokota Santos, Thaiane de Souza Silva, Larissa Pantalena Teano de Almeida, Maria Fernanda Mendonça Pereira e Rafaela Silva Ramos.  A equipe é coordenada por Suzy Sayuri Sassamoto Kurolawa, professora de Química e Ciências da Natureza do Câmpus São Miguel. 

De acordo com a coordenadora, parte das ações do projeto são exclusivas para jovens meninas, a exemplo dos encontros quinzenais no formato de um clube de ciências. As reuniões do clube acontecem desde outubro de 2020, e o público-alvo são jovens estudantes do 9° ano ao ensino médio. Devido à pandemia, os encontros têm sido remotos, e a escolha dos temas abordados contam com a participação das estudantes, com informações coletadas via formulário online.  

Segundo Suzy, os temas variam, indo desde dicas para ingressar em universidades públicas à saúde mental na quarentena, com formatos variados, que podem ser um bate-papo ou o uso de jogos virtuais, podendo trazer convidadas externas. Neste ano, os encontros têm sido realizados às sextas-feiras, a partir das 17h30, pelo Google Meet. 

 Por meio do Instagram @meninasnaciencia_ifspsmp a equipe do projeto realiza um trabalho de formação, com vistas ao empoderamento feminino e à divulgação científica. Por meio dessa rede, também são divulgados os encontros quinzenais e os novos episódios de podcasts, além de haver a divulgação de datas comemorativas e olimpíadas ou competições nas áreas da Ciência e Tecnologia. Recentemente, o grupo passou a explorar também a gravação de vídeos curtos no formato de TikTok/Reels, visando ampliar o engajamento nas redes sociais. 

No final de 2020, foi criado o Podcast Meninas na Ciência. Segundo a equipe, a princípio a ideia era divulgar o trabalho de cientistas brasileiras contemporâneas e as principais dificuldades encontradas durante a vida profissional, por serem mulheres. Até agora, são dez episódios sendo um introdutório, apresentando a proposta e o projeto, e os demais apresentando as cientistas, como Natalia Pasternak, Ester Sabino e Jaqueline de Jesus.  

Os episódios do podcast podem ser ouvidos em três plataformas diferentes: Spotify, Soundcloud e no Google Podcasts. “Neste momento, estamos programando alterações no formato do podcast, visando chamar atenção das jovens à presença de conteúdos científicos encontrados em filmes, séries ou livros”, contou a coordenadora. 

A bolsista Melissa Mangueira Ribeiro é uma das responsáveis pelas redes sociais do projeto. Ela conta que utilizar as mídias sociais e quaisquer outras plataformas digitais a fim de atrair um certo público requer esforço. Segundo ela, as publicações têm o objetivo de alcançar mulheres e também visam ao empoderamento e ao compartilhamento de informações, de um modo dinâmico e atrativo. “Com o desejo de incentivar mais meninas a fazerem ciência, em nossos podcasts tratamos temas científicos e os debatemos com muita naturalidade, a fim de fazer com que parecesse que todas nós estamos juntas em uma pequena mesa, entre amigas”, relatou. 

Além do clube de ciências e da divulgação científica por meio das redes e do podcast, entre agosto e setembro deste ano a equipe organizou um minicurso sobre mudanças climáticas, aberto ao público. De acordo com o grupo, promover e divulgar tantas atividades em tempos de pandemia, com estudo e trabalho remotos, vem sendo um desafio. 

Aline e Thaiane são estudantes do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da USP e participam de todas as atividades do projeto do Câmpus São Miguel. Elas avaliam que, mesmo com os avanços tecnológicos, com as diversas plataformas gratuitas, o acesso a esses recursos não é o mesmo para todos, e que diversas limitações como, por exemplo, a falta de um dispositivo eletrônico e a falta de internet ou uma de baixa qualidade acabam sendo um obstáculo no processo, tanto para membros da equipe como para as meninas que são o público-alvo do projeto.  

Elas afirmam que, apesar das dificuldades e do distanciamento, o grupo conseguiu encontrar meios, entre os quais destacam-se as redes sociais, que possibilitaram aumentar o engajamento e melhorar a comunicação e o contato entre o público-alvo e as integrantes do projeto. 

Entre os próximos passos previstos para o projeto estão a criação de um Clube do Livro só para meninas, no qual devem ser abordados temas científicos e protagonismo feminino. “Queremos elaborar outros minicursos e iremos continuar produzindo novas temporadas do nosso podcast, testando formatos e temas diferentes. O prosseguimento do nosso trabalho no Instagram e TikTok será dado, com certeza, para que a divulgação científica com uma linguagem acessível, por meio das redes sociais, só cresça, e consequentemente, traga mais meninas para a ciência", contou a bolsista Hosana Moratte.  

Fernanda Alves de Araújo, que participa do projeto desde outubro de 2020, quando entrou como bolsista do PIBID-USP, conta que, como futura docente, o projeto tem sido fonte de muitos aprendizados e grandes experiências. “Me ajudou muito na questão de preparar apresentações e ministrar aulas, assim como lidar com tarefas e prazos. Também aprendi a usar a tecnologia a meu favor de várias formas, a fim da divulgação científica. Me sinto muito grata por estar dividindo esse espaço com mulheres tão fortes, inteligentes, criativas e que estão dispostas a fazer a diferença.” 

Para saber mais e conferir os conteúdos produzidos pela equipe do projeto Meninas na Ciência, acesse o Instagram @meninasnaciencia_ifspsmp e o Podcast Meninas na Ciência pelo Spotify, Soundcloud ou Google Podcasts. 

 

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