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Covid-19: estudo mostra aumento da doença durante aulas presenciais

Pesquisa realizada por docentes do IFSP monitorou profissionais durante aulas presenciais

  • Publicado: Segunda, 19 de Abril de 2021, 11h34
  • Última atualização em Segunda, 19 de Abril de 2021, 11h38

A incidência de Covid-19 entre professores das escolas estaduais da rede paulista foi 2,92 vezes (192% maior) que a da população estadual adulta entre 7 de fevereiro e 6 de março de 2021, período em que as atividades escolares presenciais foram retomadas no estado de São Paulo.

O estudo Monitoramento de casos de Covid-19 na rede estadual de São Paulo foi divulgado pela Rede Escola Pública e Universidade (REPU), que reúne pesquisadores do IFSP, UFABC, Unifesp, USP, UFSCar e professores da rede estadual de São Paulo.

O estudo monitorou os casos de Covid-19 em 554 escolas da rede estadual paulista, e analisou os números das 299 unidades escolares que forneceram dados em todas as quatro semanas epidemiológicas investigadas. Essas escolas totalizam um universo de 12.547 professores e 3.947 servidores não docentes, e estão localizadas nos seguintes municípios do estado de São Paulo: Arujá, Caieiras, Cajamar, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Hortolândia, Mairiporã, Osasco, Poá, Santa Isabel, Santo André, São Paulo e Sumaré. No período analisado, a incidência de novos casos de Covid-19 nas escolas cresceu 138% entre os professores, em comparação a um crescimento de 81% na população de 25 a 59 anos do estado de São Paulo.

Leonardo Crochik e Ana Paula Corti, docentes do Câmpus São Paulo do IFSP e membros do grupo de pesquisadores, destacam que o principal problema foi a negativa do governo em fornecer os dados do monitoramento oficial realizado pelo SIMED (Sistema de Informação e Monitoramento da Educação). “Frente a isso, o desafio do estudo foi realizar um monitoramento independente, capaz de levantar as informações que o estado mantém ocultas”, frisam.

Por fim, para os pesquisadores, a retomada das atividades escolares presenciais não pode ser considerada segura nas escolas da rede estadual, ao contrário do que vem anunciado o governo paulista. “Os resultados demonstram que as atividades presenciais nas escolas não eram seguras, assim como não são seguras neste momento. Infelizmente, a insistência do governo de São Paulo em propagar que as escolas são ambientes seguros em qualquer contexto levou, entre fevereiro e março, a uma exposição da comunidade escolar que poderia ter sido evitada”, afirma Leonardo Crochik 

Confira a nota técnica “Monitoramente de casos de Covid-19 na rede estadual de São Paulo” na íntegra aqui.

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