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Professores são capacitados para a implantação de curso com base em modelo australiano

Curso técnico em Automação que aproxima a escola do arranjo produtivo local será implantado em 2021

  • Publicado: Quinta, 12 de Dezembro de 2019, 14h08

 O IFSP deu mais um passo para a implantação do projeto piloto do curso técnico em Automação Industrial com base no Modelo Dual Australiano. Encerrou-se nesta quinta (12), depois de cinco dias de atividades, a etapa de capacitação dos professores e técnicos do Instituto envolvidos no projeto.

Durante a semana de treinamento, realizado nos câmpus Bragança, Suzano e São Paulo, os participantes puderam conhecer um pouco mais sobre o sistema australiano, que se baseia em fornecer aos estudantes habilidades e qualificações necessárias para inseri-los no mercado de trabalho. Mathew Johnston, conselheiro de Educação & Pesquisa da Embaixada da Austrália no Brasil, esteve mais uma vez no Instituto para falar sobre o modelo. O foco da capacitação foi estimular nos servidores a percepção de que o sucesso do projeto depende, em grande parte, da capacidade dos envolvidos em conhecer as demandas dos arranjos produtivos locais.

São esses arranjos que ditam as bases sobre as quais os cursos estão sendo montados, explica o diretor da Inova IFSP, Alexandre Chahad. Segundo ele, a iniciativa de trazer o modelo está em total consonância com a lei de criação dos institutos federais, que diz que essas instituições devem estar próximas aos APLs.“ É uma oportunidade de aumentar a prática, de os nossos estudantes colocarem a mão na massa”, reforça Chahad.

O modelo australiano será implantado em 2021, inicialmente em turmas de curso técnico em Automação Industrial na modalidade concomitante/subsequente ao ensino médio nos câmpus Bragança Paulista e Suzano, os quais já possuem experiência na metodologia de ensino que aproxima alunos e indústria. Os cursos vêm sendo pensados em cima das demandas dos arranjos produtivos desses municípios.

Para o reitor do IFSP, Eduardo Modena, o acordo com a Austrália é muito promissor. Ele ressalta que não se trata de um simples atrelamento de um curso às necessidades do mercado, mas sim do fomento de oportunidade de empregabilidade como forma de aumentar a permanência e o êxito do aluno no curso. “ O aumento da relação entre teoria e prática torna o aluno protagonista de sua trajetória de apropriação do conhecimento aliado a concretude do mercado de trabalho”, diz. Segundo Modena, a parceria entre escola e “chão de fábrica” beneficia o aluno, a instituição e o setor produtivo.

Além da capacitação dos envolvidos no projeto, as atividades desta semana incluíram ainda reuniões com representantes do setor privado e a criação de grupos de trabalho que ficarão responsáveis por fazer contato contínuo com o arranjo produtivo, já que um dos critérios para a análise da qualidade do curso será a avaliação das empresas. Também foi dado o pontapé inicial para a criação de um comitê gestor que ficará responsável por estabelecer os parâmetros de avaliação dos cursos. Vão compor o comitê representantes da embaixada da Austrália, do governo federal, do governo estadual, do Instituto Paula Souza, do Conselho Regional dos Técnicos, da pró-reitoria de Ensino, entre outros.

A iniciativa de trazer o modelo australiano para o Instituto partiu da Inova e da Assessoria de Relações Internacionais (Arinter).

 

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