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Projeto conquista ouro em Olimpíada de Robótica

A equipe Star Bots Votu, do Câmpus Votuporanga, venceu na categoria Inovação

  • Publicado: Quinta, 19 de Novembro de 2020, 17h50
  • Última atualização em Segunda, 23 de Novembro de 2020, 10h00

Estudantes do projeto de Extensão “Clube da Robótica”, realizado por meio de uma parceria entre o Câmpus Votuporanga e a entidade beneficente Lar Frei Arnaldo, conquistaram o primeiro lugar na modalidade prática, categoria Inovação, na Olimpíada de Robótica (OBR) 2020.

A equipe Star Bots Votu é composta por quatro estudantes do Ensino Fundamental, com idades entre 9 e 13 anos. São eles: Matheus de Freitas Biachini, Filipe da Silva Godoi, Lívia Rodrigues Silveira e Pedro Henrique Zanini Silva. Os alunos têm diversas atividades oferecidas, no contraturno escolar, pelo Lar Frei Arnaldo; entre essas atividades está o Clube de Robótica, que tem entre suas finalidades estimular as crianças a aprenderem conceitos científicos de forma intuitiva e colaborativa.

Devido à pandemia, a edição de 2020 foi realizada de forma virtual. As equipes tiveram que enviar vídeos nos quais deveriam projetar e construir um robô que realizasse um circuito de resgate em que o percurso conteria um obstáculo, uma rampa e uma sala de resgate de vítima. Deveriam também criar um equipamento capaz de realizar percursos e criar uma inovação em alguma parte do circuito que melhoraria o desempenho do robô no desafio.

A inovação criada pela equipe Star Bots Votu ampliou a precisão do robô utilizando dois blocos de Lego Mindstorms Education EV3, aumentando o número de sensores do robô e utilizando um kit pneumático para estabilização do equipamento. A equipe conseguiu melhorar consideravelmente a eficiência em todas as etapas propostas.

A responsável pelo projeto é a assistente de alunos, do Câmpus Votuporanga, Isabel Cristina Passos Motta, que desde 2014 oferece aos jovens do Lar Frei Arnaldo um oportunidade de aprender brincando, e com isso desenvolver e estimular vocações na área de robótica.

A OBR

A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas brasileiras que se utiliza da temática da robótica.

Tem o objetivo de estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.

A OBR destina-se a todos os estudantes de qualquer escola pública ou privada do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos.

A OBR possui duas modalidades: Prática e Teórica, que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público de escolas que já têm contato com a robótica educacional. As atividades acontecem através de competições práticas (com robôs) e provas teóricas em todo o Brasil.

A Modalidade Prática acontece através de eventos/competições Regionais e Estaduais que classificam as equipes de estudantes para uma final Nacional; os estudantes ficam sob orientação de seus professores e cientistas. Os eventos organizados pela OBR e são gratuitos e abertos ao público.

Fonte: OBR

Clube da Robótica

Com a flexibilização da jornada de trabalho, a assistente de alunos Isabel Cristina Passos Motta viu a oportunidade de desenvolver um antigo desejo: participar de um projeto social. Com isso ela elegeu o Lar Frei Arnaldo, entidade assistencial que atende crianças em vulnerabilidade social em Votuporanga, como sua parceira de trabalho.

Em 2014, munida de força de vontade, um kit lego e os conhecimentos que seu filho e um amigo obtiveram nas aulas de robótica no Ensino Fundamental, Isabel e sua equipe deram início ao projeto que até hoje já atendeu cerca de 300 crianças e jovens, entre 6 e 16 anos. No período, vários estudantes participaram de projetos e competições nacionais; muitos ingressaram em cursos técnicos no IFSP, ou conquistam bolsas em escolas particulares a partir dos bons resultados em competições.

Isabel, que já recebeu duas vezes o título de melhor técnica no torneio internacional First Lego League, conta como tem sido essa trajetória. “Poucas escolas públicas participam dessas competições. Nós concorremos como 'equipe de garagem' (aquela que não está vinculada formalmente a uma instituição de ensino), são poucas as que participam de competições nacionais; há 4 anos, sempre conquistamos premiações. Por conta disso, somos reconhecidos e respeitados.”

A parceria com IFSP possibilitou que Isabel e a equipe participassem de diversos campeonatos e também se inscrevessem em editais de fomento, o que viabilizou a aquisição de novos equipamentos e a participação de alunos bolsistas que monitoram as atividades das crianças. Mas o projeto ainda precisa de investimentos. Quem tiver interesse em colaborar com materiais LEGO pode entrar em contato com a equipe por meio do Facebook do grupo Star Bots Votu.

 

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