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IFSP efetiva primeiro programa institucional em direitos humanos, relações étnico-raciais e gênero

  • Publicado: Segunda, 18 de Novembro de 2019, 18h42
  • Última atualização em Segunda, 18 de Novembro de 2019, 18h42

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) lançado em 2015 e o Núcleo de Estudos Sobre Gênero e Sexualidade (NUGS) construído em 2016, se uniram para organizar uma ação pioneira no IFSP: um programa institucional de ensino, pesquisa e extensão.

O programa tem como objetivo organizar um conjunto de ações de ensino, pesquisa e extensão, que contribuam efetivamente com a promoção e valorização da diversidade étnico-racial, bem como o combate a toda forma de discriminação e preconceito com base em questões de gênero, atuando contra e de modo a superar o racismo, sexismo, homofobia, a transfobia e todas as formas de discursos e práticas que prejudiquem a dignidade e a emancipação das pessoas.

A pedagoga Caroline Jango, coordenadora do programa, afirmou que se trata da primeira iniciativa organizada nesse modelo na instituição. De acordo com ela, foi necessário um trabalho conjunto dos núcleos e das pró-reitorias de ensino, pesquisa e extensão para viabilizar a proposta. Ainda segundo Caroline, para a efetivação dessa ação foram elaborados três editais que selecionaram projetos com fomento para bolsistas e, a partir dessa seleção, foram aprovados 21 projetos espalhados em 14 câmpus do IFSP.

Para o professor Adelino Oliveira, coordenador do NEABI, essa ação viabilizará formação docente e discente, da comunidade interna e externa, por meio da produção de material didático, atividades culturais, debates e reflexões, resgate de memória e história por meio de ações diversas como eventos, cursos e projetos de extensão, projetos de pesquisa e ensino, que proporcionarão à comunidade externa e interna do IFSP a possibilidade de construir conhecimentos críticos acerca da temática étnico-racial e relativas às questões de gênero e aos processos identitários da pessoa, em diferentes perspectivas numa estreita e intrínseca relação com a educação em Direitos Humanos.

Os câmpus Araraquara, Caraguatatuba, Jacareí, Salto, São Paulo, Sorocaba, Matão Suzano, Itaquaquecetuba, Piracicaba, São Miguel Paulista, Ilha Solteira e Hortolândia já estão sendo beneficiados com as ações dos projetos.

O professor Luciano Lira, coordenador do NUGS, reitera a importância desse projeto destacando que a inciativa está ancorada na perspectiva da interseccionalidade, possibilitando assim o estudo da sobreposição de identidades sociais e sistemas de opressão, dominação e discriminação, ou seja, um ganho para toda a comunidade acadêmica em termos de reflexão, pesquisa e aprendizado.

O reitor da Instituição, em conjunto com o Pró-reitor de Administração, garantiu o orçamento para a realização desse programa consolidando, portanto, uma política da instituição de promover a diversidade étnico-racial e de gênero iniciada com a criação dos núcleos.

Abaixo é possível apreciar os títulos dos projetos que compõe o programa e seus respectivos coordenadores.

  1. Formação para emancipação e autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade social: um estudo de caso de um projeto do programa mulheres do IFSP – Coordenadora: Josilda Maria Belther;
  2. Vídeos de curta duração como ferramentas educacionais contra discursos de ódio e fake News – Coordenador: Ricardo Roberto Plaza Teixeira;
  3. Atividades educacionais sobre cultura e ciência como ferramentas para refletir sobre diferentes formas de preconceitos - Coordenador: Ricardo Roberto Plaza Teixeira;
  4. Educação em sexualidade: um estudo interseccional a partir da percepção de professores do Ensino Fundamental II da rede pública de ensino de Jacareí-SP – Coordenadora: Renata Plaza Teixeira;
  5. Suicídio na população LGBT: uma análise da interseccionalidade entre gênero e raça a partir do relato de profissionais que atuam na área de saúde mental em Jacareí-SP – Coordenadora: Renata Plaza Teixeira;
  6. Parece, mas nem sempre é - o uso de sujeitos negros na grande mídia brasileira – Coordenador: Leonardo Borges da Cruz;
  7. Diversidade e inclusão LGBT+ em organizações turísticas: um estudo da percepção discente sobre as empresas empregadoras – Coordenador: Marcos Hideyuki Yokoyama;
  8. Práticas modernas no ensino de Física Moderna e Contemporânea como ferramenta de iniciação de alunas do Ensino Médio na carreira científica – Coordenador: Diego Rafael Nespeque Correa;
  9. Clube de Leitura Ubuntu – Coordenadora: Valquíria Pereira Tenório;
  10. Ubuntu: integração e desenvolvimento da comunidade haitiana em Salto – Coordenadora: Williana Angelo da Silva;
  11. Canteiro escola de técnicas construtivas de baixo custo no quilombo da Caçandoca – Coordenador: Francisco Fabbro Neto;
  12. Meninas no MasterClass - um convite à Física de Partículas – Coordenadora: Cleide Matheus Rizzatto
  13. Banca da Ciência: Diversidade cultural – Coordenadora: Cathia Alves;
  14. A Música como ferramenta educacional para o combate a preconceitos –Coordenador: Ricardo Roberto Plaza Teixeira;
  15. Conceição Evaristo na escola: leitura e escre(vivência) em “As histórias de leves enganos e parecenças” – Coordenadora: Tais Matheus da Silva;
  16. Cotidiano e Gênero na Escola – Coordenador: Adelino Francisco Oliveira;
  17. Educação em sexualidade no contexto escolar: um estudo interseccional a partir da percepção de professores do Ensino Fundamental II da rede pública de ensino de Jacareí, SP – Coordenadora: Renata Teixeira Plaza;
  18. Não se gosta do que não se sabe que existe: catálogo de mulheres escritoras brasileiras afro-brasileiras e indígenas – Coordenador: Silas Luiz Alves Silva;
  19. O ensino sobre gênero, sexualidade e raça por meio de podcasts – Coordenador: Marcos da Cruz Alves Siqueira;
  20. Pensando o feminismo interseccional no lugar a partir das vivências escolares e do coletivo MariElla – Coordenadora: Mariana Traldi;
  21. Sobre língua, gênero e raça em “Americanah” de Chimamanda Ngozi Adichie – Coordenadora: Stefanie Fernanda Pistoni Della Rosa.

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