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Alunos participam de pesquisa de livro lançado por docente 

Pequeno guia da botânica modernista teve parte da pesquisa realizada por bolsistas 

  • Publicado: Quinta, 18 de Março de 2021, 13h19
  • Última atualização em Segunda, 12 de Abril de 2021, 13h44

A professora do Câmpus São Paulo Ana Carolina Carmona, do curso de Arquitetura e Urbanismo, lança no próximo dia 25, o Pequeno guia da botânica modernista, cujas pesquisas tiveram a participação de três alunos bolsistas de Iniciação Científica.    

De acordo com a autora, a pesquisa de doutorado, que culminou no livro, contou com investigação teórica, histórica e também prática, que consistiu em levantamentos "botânico-pictóricos" ou "botânico-literários" nos desenhos, pinturas, projetos, fotografias e textos literários dos modernistas de São Paulo. “A contribuição dos alunos se deu a partir das pesquisas de IC, nas quais eles estudaram em detalhe as obras de alguns dos artistas e paisagistas, analisando-as e fazendo levantamentos sobre as plantas que aparecem em suas obras, sejam elas pinturas, desenhos ou gravuras, sejam jardins”, relata.    

Participaram das pesquisas três alunos de IC do curso de Arquitetura e Urbanismo: Bianca Nascimento Carboni, que estudou a obra da paisagista Mina Klabin, William Assis, que se aprofundou na obra paisagística do artista e arquiteto Flávio de Carvalho, e Luísa Chiapinotto, responsável por estudar a série "Mangue" de Lasar Segall. A ex-aluna Camilla Freitas, já formada, fez parte da equipe, ajudando na produção e na divulgação do livro.   

Bianca, que já se interessava por paisagismo, destaca que a orientação da docente lhe proporcionou um grande conhecimento, que agora pode ser compartilhado com outros interessados. "É gratificante ver a pesquisa ter uma continuidade, saindo para além da universidade e contribuindo para a criação do guia". 

William revela que gostou tanto da pesquisa que realizou sob orientação da professora Ana que seu trabalho de conclusão de curso será um desdobramento dos estudos que realizou na sua IC. "Me trouxe vivências e conhecimentos que considero transformadores na minha vida acadêmica. Realizei buscas em inventários de obras raras, visitei acervos dedicados exclusivamente ao tema, e sobretudo compreendi como realizar uma pesquisa científica. Foi uma experiência que só aumentou minha paixão por paisagismo", avalia. 

Ana exalta a participação dos discentes: “para mim, contar com a participação deles foi essencial, pois são as dúvidas, questionamentos e descobertas que eles colocam que me estimularam a fazer o doutorado e a escolher esse tema. Percebi que sabemos muito pouco sobre a história do paisagismo no Brasil, e que poderia unir o meu grande interesse pela botânica e pela arte com os estudos sobre paisagismo”, revela.     

O livro, analisa a autora, é interdisciplinar, transitando entre a história da arte, o paisagismo, a botânica e a literatura, e contribui, sobretudo, para o campo do paisagismo no Brasil, especialmente para a história do nosso paisagismo, ainda pouco explorada e conhecida.   

 Sobre o livro  

No guia são apresentadas 19 espécies de vegetação: há plantas nativas e também plantas exóticas naturalizadas brasileiras (espécies do mundo todo, que, como as ferrovias, automóveis e arranha-céus, passam a delinear nossa modernidade); há espécies do México e da América Central (que falam da busca modernista pelas raízes do Brasil, anteriores à colonização); há as plantas nobres, que servem para embelezar a grande cidade, e as plantas humildes, que alimentam a gente da roça ou da floresta; e há mesmo plantas que, normalmente desprezadas como “mato”, passam no modernismo a explicitar a uma dimensão intensa e conflituosa da relação homem-natureza.  

 A escolha das espécies a serem apresentadas foi conduzida pelas obras dos artistas que há quase 100 anos (na Semana de Arte Moderna de 1922) inauguraram o chamado “modernismo paulista”.  

Mais informações sobre o livro em https://www.instagram.com/botanicamodernista/

 

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